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No dia 1º de junho de 1885, o padre Berenger Sauniére foi designado para a paróquia de Rennes le Château, Sauniére tinha 33 anos, era aparentemente desadequado à uma paróquia tão despovoada e inerte como esta e, certamente, almejava algo mais importante que uma cidadezinha no topo de uma colina ao leste dos Pirineus. A igreja estava em mau estado, havia sido consagrada a Santa Maria Madalena em 1059 e construída no tempo dos carolíngeos no século VIII sobre as fundações de uma estrutura visigótica ainda mais antiga.
Originário da região, era uma pessoa simples, o seu salário somado às gratuidades oferecidas pelos habitantes da paróquia era suficiente para viver bem, sem extravagâncias. Viveu calmamente durante um tempo, caçando e pescando nas montanhas e rios de sua infância. Estudava muito, aperfeiçoou seu latim, aprendeu grego e embarcou no estudo do hebraico. Ele também visitava com freqüência o seu amigo Henry Boudet, pároco da cidade vizinha, Rennes-le-Bains, sob a tutela do qual mergulhou na turbulenta história da região, uma história cujos resíduos se apresentavam constantemente ao seu redor.
Pouco tempo após sua chegada, Sauniére fez um discurso fortemente monárquico
e graças a essa atitude anti-republicana sofreu forte pressão de seus
superiores que lhe retiraram o salário, foi enviado pelo bispo de Carcassonne
ao seminário de Narbonne como professor, de 1885 a 1886. Retornou a Rennes le
Château em julho de 1886, ainda sem salário, começou a restauração da paróquia
com 518 Francos do próprio bolso somado a fundos municipais. Depois,
recuperou seu salário e contratou uma camponesa de 18 anos chamada Marie Dérnarnaud
como servente e governanta, ela seria sua companheira e confidente durante toda
a vida.
Em 29/09/1891 ele escreveu em seu diário que ele tinha que encontrar Gélis,
padre de Nevian, o padre Carriere e o padre Cros. Ele também recebeu muitas
cartas do padre Gélis, mas nenhuma delas ainda existe. Em 04/10/1891 ele
escreveu que 4 "colegas" o visitaram.
Foi em em 1891 que ele pediu permissão para o conselho da cidade para
construir uma Calvária atrás da igreja. Na primavera ele começou a trabalhar
no jardim em frente a igreja e ele mesmo trouxe algumas pedras para construir
uma gruta, ao lado da gruta há um banco com as inscrições: K X L S X . A calvária
também foi construída e nela foi gravada a seguinte inscrição:
"Christus A.O.M.P.S. Defendit".
Nesse ano também ele pegou um pilar visigótico e o colocou de cabeça para baixo, a estátua "Nossa Senhora de Lurdes" foi colocada sobre o pilar e ele escreveu nele "Missão 1891". A estátua foi inaugurada em 21 de junho de 1891, no mesmo dia, 24 crianças da vila fizeram sua comunhão e ele, junto com um missionário, o padre Ferrafiat organizaram uma procissão, talvez por isto a inscrição "Missão 1891". Ele também pôs as palavras "Pénitence Pénitence" cravadas no pilar para evocar a mensagem de Lurdes "Beije a Terra como penitência aos pecados". Isso já leva a crer que talvez o padre já havia começado a tentar obscurecer alguns fatos, ou pelo menos, desviar a atenção deles.
Durante o trabalho de restauração, Sauniére removeu um dos pilares do altar e percebeu que este era oco, dentro dele haviam 3 tubos de madeira contendo 4 pergaminhos (há ainda uma história que diz que os pergaminhos foram encontrados em um balaústre). Basicamente, estes pergaminhos eram passagens do evangelho codificadas e escritas em latim e duas genealogias referentes a uma linhagem desconhecida de Dagobert II. De acordo com a história, Sauniére teria entregado cópias destes pergaminhos ao prefeito da cidade.
Mais tarde, com a autorização do prefeito da cidade, Sauniére levou sua descoberta ao seu superior, o Bispo de Carcassonne, Monsenhor Féliz Billard, que enviou Sauniére a Paris por 5 dias para que os pergaminhos fossem decifrados. Lá, ele conheceu o padre Bieil, diretor do seminário de Saint Sulpice, e seu sobrinho, Emile Hoffet, um jovem de 20 anos aspirante à vida religiosa que, apesar de sua juventude, já tinha uma grande reputação, principalmente nas áreas de lingüística, criptografia e paleografia. Apesar de sua vocação pastoral, Hoffet era banstante conhecido por ter conhecimentos sobre misticismo e ocultismo e por manter relações cordiais com vários grupos orientados para o oculto, além de seitas e das sociedades secretas que proliferavam na capital francesa.
O resultado das reuniões de Sauniére com os eclesiásticos ainda permanece um mistério. Após a tradução dos pergaminhos, Sauniére também teria estado no Louvre, onde comprou cópias das pinturas:
- A tentação de Santo Antônio por David Téniers.
- Os pastores de Arcadia por Nicoulas Poussin.
- Uma pintura do papa Celestino V
![]() Tour Magdala |
De volta a Rennes le Château, ele começou a gastar vastas quantias de dinheiro, construiu várias estruturas na área, dentre elas a Tour Magdala,ele tembém recomeçou seu trablalho de reforma da igreja, para o trabalho ele empregou a família de Marie Dérnarnaud, que morava no presbitério. O padre levantou todas as pedras do chão da igreja a noite, fora da igreja ele construiu um portão para o terreno da paróquia e também pôs uma construção sobre um poço próximo ao cemitério. A igreja foi reformada de uma maneira completamente não ortodoxa e até colorida demais para uma paróquia comum. |
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No portão do cemitério foi esculpido um crânio com 22 dentes. |
Sauniére viveu na nova construção por um tempo, assim ele seria capaz de andar livremente pelo cemitério a noite. O prefeito o encontrou uma vez abrindo uma cova com Marie Dernarnaud.
Ele também apagou inscrições da lápide da Marquesa de Hautpoul e de várias outras estruturas espalhadas pela área, fazia vastas caminhadas com Marie coletando pedras, que aparentemente não tinham importância. Sauniére então, parou com sua pesquisa com medo de ser denunciado pelo prefeito.
Não se tem certeza de onde Sauniére retirou tamanha quantia de dinheiro,
existem várias teorias, talvez ele tenha descoberto o tesouro das antigas
dinastias que por ali passaram, talvez seja o tesouro dos Templários, ou ele
pode ter chantageado a Igreja Católica, ou ainda, recebeu dinheiro da Igreja
para plantar provas falsas, quem sabe? Apenas uma coisa fica visível, Sauniére
pode ter descoberto algo de extrema importância e que, pode abalar não só a
Igreja Católica, mas também as nossas mais profundas convicções.